Na madrugada desta quinta-feira (4), o 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, de 4 anos.
Após dez dias de julgamento, o ex-vereador foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Além da pena de prisão, o padrasto de Henry foi condenado ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais ao pai da criança, Leniel Borel.
Já Monique Medeiros Costa e Silva de Almeida, mãe do garoto, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo. Os jurados concluíram que ela agiu com negligência e a condenaram por omissão diante das torturas às quais o filho foi submetido.
Apesar da condenação a 1 ano e 4 meses de detenção por omissão, ela recebeu perdão judicial da juíza Elizabeth Louro. A magistrada levou em conta o fato de Monique Medeiros ser ré primária, não ter antecedentes criminais e já ter sofrido intensa reprovação social desde o início do caso, concedeu perdão judicial, justificando o tempo cumprido em prisão preventiva.
O Ministério Público anunciou que vai recorrer da decisão que concedeu perdão judicial a Monique. Por sua vez, a defesa de Jairinho informou que também apresentará recurso para questionar a condenação e o resultado do julgamento.
Presos desde abril de 2021, Jairinho e Monique tiveram trajetórias distintas durante o andamento do processo. Em março de 2026, ela deixou a prisão após a juíza acolher um pedido da defesa baseado na alegação de excesso de prazo.
Ela foi presa novamente em 20 de abril, após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. Na decisão, o magistrado considerou a gravidade do crime e o histórico de coação de testemunhas como fundamentos para a manutenção da prisão. Monique Medeiros se entregou na delegacia após a determinação judicial.
O júri ouviu 22 testemunhas, entre policiais, médicos, peritos, familiares, babá e pessoas ligadas aos réus. além dos interrogatórios de Jairinho e Monique. Entre os principais elementos apresentados, estiveram laudos que apontaram múltiplas lesões incompatíveis com acidente doméstico e depoimentos de peritos que descartaram a hipótese de queda acidental. Também foram ouvidos o pai do menino, Leniel.
