Cinco meses após a repercussão internacional da morte do cão Orelha, o jovem que era suspeito do caso Igor Zampieri quebrou o silêncio. Um dos jovens citados na investigação do caso ocorrido em janeiro deste ano, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), Igor completou 18 anos e decidiu se pronunciar publicamente pela primeira vez através de um perfil criado recentemente nas redes sociais.
No vídeo publicado, o jovem nega qualquer participação no ocorrido e ressalta que sua inocência já foi reconhecida. Segundo ele, o longo período de recolhimento não foi uma tentativa de esconder algo, mas sim o cumprimento de uma determinação legal, já que as apurações policiais corriam sob sigilo determinado pelas autoridades judiciais.
Durante o desabafo, Igor relatou o impacto que o caso causou em sua rotina, revelando ter sofrido intensos ataques virtuais e um forte linchamento digital. Ele lamentou ter sido condenado precocemente pela opinião pública com base em boatos de internet, reforçando que o julgamento injusto por algo que “jamais faria” foi a pior parte de toda a experiência.
Até aqui, eu e minha família ficamos em silêncio. Muitas pessoas viram esse silêncio como forma de culpa, porém só estávamos respeitando o processo, que foi mantido em sigilo por determinação das autoridades. Eu fiquei quieto até que tudo fosse concluído”, explicou o jovem, justificando que, após quase meio ano vendo seu nome associado à polêmica, chegou o momento de apresentar o seu lado da história.
A declaração do jovem está alinhada com o desfecho jurídico do episódio. O Caso Cão Orelha foi oficialmente arquivado pela Justiça de Santa Catarina em maio, após o Ministério Público concluir que o animal não foi morto por agressões; a investigação técnica apontou que o óbito ocorreu devido a uma infecção óssea crônica (osteomielite), descartando definitivamente o envolvimento de adolescentes.
