Um dia após o ataque a tiros que interrompeu o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump protagonizou um novo embate com a imprensa durante entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS. A conversa, conduzida pela jornalista Norah O’Donnell, foi marcada por tensão quando ela leu trechos do manifesto atribuído ao atirador responsável pelo incidente ocorrido no hotel Washington Hilton, em Washington, onde estavam cerca de 2.500 convidados, incluindo autoridades e membros do governo.
A leitura do documento, que indicaria motivações políticas e mencionava integrantes da administração como possíveis alvos, provocou reação imediata e agressiva de Trump. O presidente interrompeu a jornalista, rejeitou as acusações presentes no texto e criticou duramente a decisão de reproduzir o conteúdo na televisão, chamando os profissionais da imprensa de “pessoas horríveis” e classificando a entrevistadora como uma “desgraça”. Mesmo após a explicação de que se tratavam de palavras do próprio suspeito, Trump insistiu que o material não deveria ser exibido no programa.
A entrevista também abordou os momentos de tensão durante o ataque, quando Trump e outras autoridades foram retirados do local pelo Serviço Secreto após os disparos. Questionado sobre ser ou não o alvo do atirador, o presidente afirmou que não tinha certeza, mas disse ter lido o manifesto e descreveu o suspeito como alguém radicalizado e possivelmente “muito doente”. O episódio reforçou o clima de confronto entre Trump e a imprensa, evidenciado tanto no teor das perguntas quanto na reação do presidente diante das acusações associadas ao atentado.
