Suzane von Richthofen recebeu R$ 500 mil por documentário na Netflix, diz jornalista

Nayara Vieira
2 min de leitura
Suzane von Richthofen (Foto: Netflix)

A Netflix fechou um acordo financeiro expressivo com Suzane von Richthofen para a realização de um documentário inédito sobre sua trajetória. Segundo informações do jornalista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, a plataforma pagou cerca de R$ 500 mil diretamente à ex-detenta para garantir seu depoimento exclusivo. A produção, que já está em fase de pós-produção e tem lançamento previsto para este ano, conta com um depoimento de duas horas no qual Suzane se descreve como uma “nova mulher” e faz acusações de agressões físicas cometidas por seu pai contra ela e sua mãe.

O contrato estabelecido possui cláusulas rígidas, incluindo um acordo de confidencialidade vitalício que proíbe ambas as partes de discutirem publicamente os valores envolvidos. Além disso, a negociação garante exclusividade temporária, impedindo Suzane de conceder entrevistas a outros veículos de comunicação ou concorrentes do streaming. O pagamento não se restringiu a ela: seu marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e outros familiares também receberam quantias da Netflix para cederem imagens e depoimentos à obra.

Curiosamente, o valor recebido pela produção equivale a 10% do patrimônio estimado de seu tio, Miguel Abdalla Neto, falecido recentemente. Como o tio não deixou herdeiros diretos ou testamento, e seu irmão Andreas abriu mão da herança, Suzane pode vir a herdar integralmente a fortuna avaliada em R$ 5 milhões, somando-se ao montante já recebido pelo documentário.

A estratégia da Netflix, no entanto, gerou repercussões negativas nos bastidores da indústria audiovisual brasileira. Profissionais do setor relataram “choque” com a abordagem da plataforma, apontando que o uso de figuras polêmicas mediante altos pagamentos assemelha o streaming ao apelo sensacionalista da TV aberta. Especialistas indicam que essa movimentação pode sinalizar um “desaquecimento” ou uma mudança ética no mercado de produções nacionais.

Questionada sobre o caso, a Netflix manteve sua política de sigilo e afirmou ao portal Purepeople que não divulga detalhes financeiros ou contratuais envolvendo suas produções originais.

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