O ministro Alexandre de Moraes completa nove anos no Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (22). Ele tomou posse em 2017, sucedendo Teori Zavascki, que morreu em um acidente aéreo.
Com a vaga aberta e mesmo com um mandato curto após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), o então presidente Michel Temer (MDB) pôde indicar seu ministro da Justiça para a Corte.
O início de Moraes no STF foi discreto, mas sua carreira ganhou notoriedade com a abertura do chamado “Inquérito das Fake News”, instaurado de ofício por Dias Toffoli, que escolheu ele como relator do processo, consolidando seu protagonismo em casos de grande repercussão nacional.
A partir dele, Alexandre de Moraes passou a relatar diversas investigações envolvendo suspeitas de ataques à democracia. Desde então, tornou-se alvo frequente de críticas por decisões consideradas excessivas, enquanto entidades pedem o encerramento das apurações e seus apoiadores ressaltam a importância de seu papel institucional.
Entre os casos mais marcantes sob a relatoria de Moraes estão investigações sobre a venda de joias sauditas, a suposta fraude em certificados de vacinação contra a Covid-19 e a atuação de um suposto “gabinete do ódio” no Palácio do Planalto. Além disso, o ministro se envolveu em um embate direto com Elon Musk, proprietário do X, antiga plataforma Twitter, em disputas sobre moderação e liberdade de expressão na rede social.
Além disso, a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), apontou para uma suposta tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro, condenado por liderar uma organização criminosa, recebeu apoio do Donald Trump, que classificou o processo como uma “caça às bruxas”.
Nos últimos meses, Alexandre de Moraes se viu envolvido em uma das maiores crises de credibilidade da Suprema Corte, relacionada a um contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A situação se agravou com a divulgação de supostas trocas de mensagens entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, antes da prisão preventiva deste último.
