O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há, até o momento, indícios concretos de interferência internacional nas eleições brasileiras. Segundo ele, os relatórios produzidos pelas equipes responsáveis pelo monitoramento de riscos não apontam ameaças relacionadas ao processo de votação.
“Até o momento, não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou ele durante entrevista na sede do TSE.
O magistrado afirmou ainda que não recebeu relatórios da Polícia Federal (PF) ou da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que apontem riscos de interferência estrangeira nas eleições. Segundo ele, os documentos também não indicam ameaças relacionadas à atuação do crime organizado ou à possibilidade de atentados.
A declaração ocorreu após representações diplomáticas anunciarem a suspensão de serviços e emitirem alertas de segurança para cidadãos às vésperas das eleições. Na sexta-feira (2), os Estados Unidos suspenderam o atendimento presencial em suas embaixadas e consulados no Brasil. A Austrália também interrompeu as atividades presenciais na capital federal. Reino Unido, Irlanda e Alemanha emitiram alertas de segurança para cidadãos em território brasileiro.
Já sobre o andamento da votação, Marques afirmou que o processo ocorre normalmente nas seções eletorais. Segundo ele, até o momento, 0,2% das urnas eletrônicas em todo o país haviam precisado ser substituídas.
