A lobista Roberta Luchsinger, que já foi chamada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pilantra” e “Vorcaro feminino”, doou R$ 50 mil ao Partido dos Trabalhadores durante um jantar de arrecadação realizado em março de 2024. O próprio Lula participou do evento.
Ao realizar o pagamento, ela teria utilizado contas de terceiros, afirmado que não queria deixar registros da doação. Os R$ 50 mil teriam sido repassados a pedido de Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, que na época ocupava o cargo nº 2 do Ministério da Saúde. Atualmente, ele é chefe de gabinete adjunto da Presidência da República.
De acordo com as informações da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, Berger teria auxiliado Luchsinger na liberação de recursos do Ministério da Saúde destinados a estados e municípios, em troca de supostas comissões pagas por terceiros. Ainda de acordo com a publicação, a lobista se apresentava como “sócia” de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
A doação foi destinada à compra de ingressos para o jantar que marcou os 44 anos do PT, realizado na noite de 20 de março de 2024, em um centro de convenções de Brasília. O evento contou com a presença de Lula, da então presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann (PT), e de 11 ministros do governo, além de deputados e senadores da legenda. Roberta Luchsinger também participou da celebração.
Nas eleições municipais daquele ano, ela também não declarou doações oficiais ao partido ou a outras legendas. Segundo as informações citadas na reportagem, os pagamentos destinados ao Diretório Nacional do PT foram realizados em nome de terceiros, com o objetivo de evitar que a doação fosse registrada em nome da lobista.
Luchsinger enviou o dinheiro por meio de dois Pix de R$ 10 mil, feitos por Paulo Cesar Matheus da Silva e Marleide Santos Conceição; um terceiro, de R$ 20 mil, feito por seu motorista Ulisses Barbosa Viana Junior; e mais dois Pix de R$ 5 mil, feitos pela filha dela, Valentina, e por Francisco Edivan Moreira de Oliveira.
Atualmente, fatos relacionados ao Lulinha, e Roberta Luchsinger são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O principal deles, segundo as informações disponíveis, está em estágio mais avançado e apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde.
A investigação envolve a possível atuação do filho do petista, Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, na tentativa de intermediar negócios envolvendo medicamentos derivados da cannabis, como o canabidiol (CBD).
