Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, criticou a decisão da TV Globo de não incluí-lo no debate marcado para esta quinta-feira (1º) e acusou a emissora de “manipulação eleitoral”. O candidato também tentou obter uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, para garantir sua participação no programa, especialmente após a confirmação de que Luiz Inácio Lula da Silva não participaria do encontro.
“A Globo armou um debate às vésperas do primeiro turno para beneficiar Flávio Bolsonaro. É uma manipulação eleitoral mais grave e mais escrachada do que a realizada pela mesma emissora em 1989”, afirmou Renan à coluna.
Na avaliação do candidato, a ausência de Lula alterou a configuração do debate e ampliou o espaço destinado aos demais concorrentes. Renan também relacionou a situação atual ao episódio envolvendo o debate presidencial de 1989.
Naquele ano, a TV Globo exibiu no Jornal Nacional uma edição do debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. Posteriormente, a própria emissora reconheceu que a edição apresentou problemas e favoreceu Collor.
“Agora, armam todo um circo para o Flávio ter duas horas em horário nobre de TV aberta, a três dias da eleição, sem ser questionado sobre suas relações escusas com Willer Tomaz e Daniel Vorcaro. É uma palhaçada”, acrescentou Renan.
O candidato também afirmou que pretende realizar uma manifestação em frente à sede da Globo, no Rio de Janeiro, caso não consiga uma liminar que assegure sua presença no programa.
A previsão é que o debate comece às 21h30 desta quinta-feira. Renan deverá acompanhar o programa do lado de fora da emissora, acompanhado por apoiadores, caso sua participação não seja autorizada pela Justiça Eleitoral.
