O Grande Rio contabilizou 74 vítimas de balas perdidas desde o começo de 2026 até esta quarta-feira. O caso mais recente foi o de Flávio de Abreu Lira, de 53 anos, gerente de uma farmácia no Recreio dos Bandeirantes. Ele estava em um BRT quando foi atingido por um disparo nas proximidades da Estação Ventura, em Curicica, na Zona Sudoeste. No momento do episódio, uma operação policial ocorria na comunidade Dois Irmãos. Do total registrado neste ano, 18 pessoas morreram e outras 56 ficaram feridas. Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, operações e ações policiais responderam por 36% das vítimas, com 27 pessoas atingidas, sendo cinco mortes e 22 feridos.
Os números mostram a presença dos disparos perdidos em diferentes áreas da região metropolitana. O levantamento considera ocorrências registradas ao longo do ano e inclui pessoas atingidas durante confrontos, ações policiais e outros episódios envolvendo tiroteios.
A Zona Sudoeste do Rio de Janeiro registrou pelo menos 233 tiroteios em 2026. Os episódios deixaram 219 pessoas baleadas, sendo 117 mortos e 102 feridos.
As operações e ações policiais estiveram relacionadas a 47% dos tiroteios contabilizados na região. Ao todo, 51 pessoas morreram e outras 60 ficaram feridas durante ocorrências desse tipo.
O levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta ainda que a região permanece entre as áreas afetadas pela violência armada no Grande Rio. Os dados são atualizados a partir dos registros de tiroteios e pessoas baleadas acompanhados pela organização.
