Endividamento atinge 82% das famílias brasileiras e valor das dívidas cresce

Patricia Calderon
2 min de leitura

O endividamento continua avançando entre os lares brasileiros. Em agosto, 82% das famílias declararam ter algum tipo de dívida, o maior percentual desde fevereiro e o sétimo mês consecutivo em nível recorde. No mesmo período, 29,9% afirmaram estar com pagamentos atrasados, enquanto 12,5% disseram não ter condições de quitar os débitos.

Embora o número de pessoas inadimplentes tenha apresentado uma alta pequena, de 0,06%, o volume financeiro das dívidas em atraso cresceu em ritmo bem mais acelerado. A quantidade de inadimplentes chegou a 83,9 milhões, enquanto o total devido avançou 0,96%, alcançando R$ 592 bilhões. Os dados mostram que o aumento do endividamento está relacionado principalmente ao tamanho maior dos débitos.

O valor médio das dívidas chegou a R$ 1.687 por pessoa inadimplente. Ao mesmo tempo, 19,2% das famílias afirmaram comprometer mais da metade da renda mensal com o pagamento de dívidas.

O impacto é ainda mais expressivo entre os grupos de menor renda. Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, a parcela de inadimplentes passou de 38,5% para 38,8%. Entre os motivos associados à dificuldade para manter os pagamentos em dia estão o desemprego e o atraso no recebimento de salários ou de outras fontes de renda.

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