Equipamento antidrone usado pelo STF chama atenção durante julgamento

Patricia Calderon
2 min de leitura
Equipamento antidrone usado pelo STF chama atenção durante julgamento

Um equipamento empregado pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) para conter drones despertou curiosidade nesta terça-feira (15), durante o julgamento que avalia a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O aparelho, que tem visual “futurístico”, foi visto nas dependências da Corte durante a sessão.

O sistema conta com antenas direcionais, painel de operação, recursos de áudio e sensor óptico. Equipamentos desse tipo são desenvolvidos para detectar aeronaves não tripuladas e interferir na comunicação estabelecida entre o drone e seu operador.

Entre os modelos conhecidos está o “DroneGun Tactical”, que possui formato semelhante ao de um rifle e precisa ser utilizado com as duas mãos.

A tecnologia é capaz de identificar drones por meio de frequência e ondas de rádio. Depois que um equipamento é detectado, o sistema pode emitir um sinal destinado a interromper a comunicação entre a aeronave e o controle utilizado originalmente.

A interrupção do sinal permite que o agente responsável pela operação passe a controlar o drone. Dessa maneira, é possível direcionar o equipamento para outro ponto e realizar um pouso em uma área considerada segura, onde ele poderá ser examinado.

Dependendo do sistema utilizado, também existe a possibilidade de fazer o drone retornar e pousar no ponto de onde decolou. Esse recurso pode auxiliar as autoridades na identificação do responsável pelo equipamento.

O uso dessa tecnologia não é exclusivo da segurança do STF. Atualmente, o dispositivo do tipo “DroneGun Tactical” é usado em presídios do estado de São Paulo. No sistema prisional paulista, a ferramenta é utilizada para impedir que aeronaves não tripuladas sejam empregadas para transportar celulares, drogas e outros objetos até os detentos.

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