Flávio Bolsonaro diz que quebra de sigilo no caso Dark Horse tem “impacto zero” na campanha

Douglas Lima
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Flávio Bolsonaro durante agenda eleitoral em Cabo Frio - Foto: Divulgação/ Charles Vieira

Durante agenda eleitoral em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (12) que a retirada do sigilo da investigação sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, terá “impacto zero” em sua campanha eleitoral.

Formalmente investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o parlamentar voltou a negar irregularidades no financiamento de Dark Horse, expressão em inglês que significa “azarão”, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL). O senador afirmou que a divulgação dos documentos da investigação deverá mostrar que os recursos utilizados na produção eram de origem privada.

A abertura do inquérito foi autorizada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a partir de um pedido da Polícia Federal e com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Flávio celebrou a divulgação dos documentos e afirmou que a publicidade dos autos permitirá conferir as informações que apresenta desde o início das investigações.

“Graças a Deus, o sigilo foi afastado de tudo e às claras para todo mundo ver o que eu sempre disse, que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Estou muito tranquilo, o impacto é zero. Está tudo aberto para quem quiser ver”, ressaltou.

Na sequência, ele argumentou que, embora esteja sendo investigado há cerca de dois meses, nenhum elemento teria sido apresentado até o momento para comprometê-lo. Segundo ele, a divulgação dos autos poderá esclarecer os fatos e ajudar a contestar acusações feitas durante a campanha.

“Para minha surpresa, estou sendo investigado há dois meses e o que é que surgiu contra mim? Nada. Esse é o maior atestado de idoneidade, é disso que eu precisava. Precisava vir a público para que todos pudessem parar com essa narrativa, para que o Lula não usasse mais essa narrativa. Ele viu que não tem nada de errado”, declarou.

Flávio Bolsonaro também pediu a quebra do sigilo de documentos relacionados ao escândalo do INSS, que está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. “Agora eu estou aguardando a retirada de sigilo também do processo do INSS. Eu quero saber quanto de dinheiro foi roubado dos aposentados que foi parar na conta do filho do Lula, o Lulinha. Eu quero saber quais ministérios o Marcola, o chefe de gabinete do Lula, abriu para o seu filho fazer negócios dentro do governo”.

Por fim, ele relacionou a atuação de Moraes ao governo do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição. “Quem governa hoje o Brasil é Alexandre de Moraes. Quem vota em Lula está votando em Moraes. Vou indicar homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição e sejam a favor do crescimento das cidades, sem essa radicalidade de licenciamentos ambientais que travam o desenvolvimento”, disparou.

Flávio subiu ao palanque acompanhado do candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL), além de Carlos Jordy e Carlos Portinho, que concorrem ao Senado Federal.

Vale destacar, que uma das frentes da investigação busca esclarecer a origem de cerca de R$ 134 milhões que Flávio Bolsonaro teria solicitado aVorcaro. A Polícia Federal apura se os valores têm origem ilícita e se parte do dinheiro teria sido usada para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A investigação também analisa a possibilidade de recursos de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-RJ) terem sido utilizados para financiar despesas relacionadas à produção da obra.

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