O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira (28), que não possui qualquer relação com a empresária e lobista Roberta Luchsinger e que jamais teve interlocução com ela. A manifestação ocorreu após questionamentos sobre fotografias compartilhadas nas redes sociais da empresária, nas quais ela aparece ao lado do presidente.
De acordo com a nota divulgada pela equipe de Lula, o fato de ele ter sido fotografado ao lado de Roberta não representa, por si só, a existência de uma relação pessoal, profissional ou política entre os dois.
“O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política”, diz o comunicado.
Ainda segundo a manifestação, essa era a intenção da resposta dada por Lula durante entrevista à TV Globo, na quinta-feira (27).
Na ocasião, o presidente declarou não conhecer Roberta Luchsinger, empresária investigada pela Polícia Federal no inquérito que apura supostos descontos ilegais em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Eu não conheço essa moça [Roberta Luchsinger], nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, declarou o presidente na ocasião.
Apesar da declaração, publicações feitas pela empresária nas redes sociais mostram Lula e Roberta juntos em diferentes momentos.
Um levantamento realizado pelo “Fato ou Fake”, do g1, identificou pelo menos três fotografias e um vídeo em que os dois aparecem lado a lado.
“Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela”, conclui a nota.
Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente. Ela é investigada pela Polícia Federal em um inquérito que apura suspeitas de fraudes relacionadas a descontos aplicados em benefícios do INSS.
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou repasses feitos pela empresária ao então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola. Os investigadores também encontraram uma minuta de contrato relacionada à possível venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
