Alexandre Padilha diz que Ministério da Saúde busca estudos experimentais para tratar Lito

Douglas Lima
3 min de leitura
Lito Souza faz apelo nas redes sociais por estudo - Foto: Reprodução/Instagram

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste domingo (23) que a pasta está em contato com instituições responsáveis por estudos clínicos de tratamentos experimentais para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), diagnóstico revelado pelo piloto e youtuber de aviação Lito Sousa.

A manifestação ocorreu após Mila Seidl, esposa do criador de conteúdo digital, fazer um apelo público na noite deste sábado (22) por ajuda para tentar incluir o companheiro em uma das pesquisas clínicas que estudam tratamentos experimentais contra a doença, que ainda não possui tratamento específico, especialmente um estudo da Universidade de Havard e outro da Ionis Pharmaceuticals.

Padilha respondeu a um internauta no X, antigo Twitter, que perguntou se o Ministério da Saúde poderia ajudar no caso e mencionou uma das instituições com as quais a família de Lito mantém contato. “Estamos em contato”, escreveu o ministro, sem dar mais detalhes sobre as tratativas.

Vale destacar, que desde sexta-feira (21), familiares, amigos, seguidores e fãs têm se mobilizado nas redes sociais para tentar conseguir uma vaga para Lito Sousa em pesquisas experimentais contra a doença. A mobilização chegou até o perfil da Ionis Pharmaceuticals, empresa responsável pelo desenvolvimento do ION717, medicamento experimental que ainda está em fase de estudos clínicos para doenças priônicas.

Na última publicação do perfil da farmacêutica, recebeu mais de 25 mil comentários, usuários passaram a marcar o perfil de Lito e pedir que o caso dele fosse considerado nos estudos.

O ION717 é um medicamento experimental desenvolvido pela Ionis Pharmaceuticals para o tratamento de doenças priônicas, grupo ao qual pertence a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Em março de 2026, a empresa anunciou mudanças no estudo após uma análise preliminar dos dados, incluindo a avaliação de um novo regime de dosagem.

Segundo a Ionis, os resultados iniciais apontaram sinais encorajadores de segurança e tolerabilidade, mas ainda não são suficientes para confirmar a eficácia do medicamento.

A empresa, porém, deixou claro que os resultados ainda não permitem concluir que o medicamento seja eficaz ou que sua segurança e tolerabilidade estejam comprovadas. O desfecho primário do estudo está atualmente previsto para fevereiro de 2027. A data, porém, pode sofrer alterações conforme o andamento dos estudos.

MARCADO:
Compartilhar este artigo