O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não participar do primeiro debate presidencial das eleições de outubro de 2026, que será transmitido pela Band na noite deste domingo (23). O candidato à reeleição justificou a ausência alegando que não haveria condições de igualdade para responder aos ataques dos adversários.
Além de Lula, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) também decidiram não participar do debate presidencial. Com as três ausências, o confronto terá um número reduzido de candidatos.
Apesar de não participar do debate, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu uma entrevista exclusiva à Record TV. A conversa com a apresentadora Mariana Godoy foi gravada na manhã deste domingo (23), no Palácio da Alvorada. Durante o papo, Lula defendeu a apuração das denúncias envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O filho do chefe do Executivo é alvo de três inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência e corrupção, relacionadas a supostos favorecimentos de empresas junto ao Governo Federal.
Em um trecho da entrevista, Lula afirmou que “todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Investigue-se”.
“Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”, acrescentou o presidente.
A entrevista será exibida na íntegra pelo Domingo Espetacular, às 20h30, mesmo horário previsto para o debate promovido pelo Grupo Bandeirantes.
O petista se reaproximou da Record nos últimos anos, após o Republicanos, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e ao bispo Edir Macedo, ter apoiado o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.
