Em um áudio exclusivo divulgado em primeira mão pela MathiasTV, em reportagem de Patrícia Calderón, Livía Iankovski, irmã de Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, assassinada pelo namorado, fez um apelo emocionado para que a história da familiar não seja esquecida.
Em meio à dor da despedida, ela destacou que manter vivo o nome e a história da estudante de Biologia é também uma forma de transformar o luto em um pedido por Justiça. Em seu relato, ela ainda revelou que o companheiro de Joviana Evelyn sempre demonstrou ser muito ciumento e manipulador.
“Ele sempre foi bem ciumento. A gente via, de vez em quando, ciúme com uma roupa que ela estava usando ou com quem comentava ou curtia foto dela. Ele sempre demonstrou ser bastante ciumento, só que, claro, a gente não imaginava que uma coisa dessas ia acontecer, sabe? A gente imaginava que era só mais um cara ciumento”, destacou.
Ela também revelou que os dois chegaram a terminar no fim de julho e acreditava que, a partir daquele momento, o relacionamento abusivo chegaria ao fim e a irmã conseguiria seguir a própria vida. Livía destacou que chegou a bloqueá-lo nas redes sociais, excluir o número dele e, junto com a mãe, aconselhar a irmã. No entanto, infelizmente, ele continuou a exercer influência sobre a estudante.
“Quando o cara é manipulador e está entrando na cabeça da mulher, ela não enxerga a realidade da situação. Ela falava que queria sair, mas que não conseguia, muito provavelmente porque ele a manipulava, porque ela se achava dependente dele ou talvez até por ameaças. Ela não falava que estava indo ver ele, que estava saindo com ele, até porque todo mundo reprovava esse relacionamento”, desabafou.
O crime ocorreu na virada de quinta-feira (6) para a madrugada de sexta-feira (7). Ela contou que Joviana Evelyn Iankovski havia saído para um bar com amigos, mas não comentou que iria encontrar o namorado. “Não sei como isso aconteceu. Depois que ela saiu de casa, não sei o que aconteceu, mas a polícia está encaminhando as investigações. Graças a Deus, a polícia está fazendo um bom trabalho. Agora, é esperar a polícia terminar as investigações”, frisou.
Diante da perda, Livía Iankovski agora espera que a Justiça responsabilize o suspeito pelo crime e que ele receba a punição correspondente à gravidade do que fez. Emocionada, ela desabafou: “E depois rezar para ele pegar a pena máxima, né? E ele pagar por tudo o que fez, porque, infelizmente, a minha irmã não volta mais, enquanto ele tem a possibilidade de sair e conviver entre a gente de novo. Então, é bom que ele pague por tudo o que fez”.
Por fim, Livía também comentou sobre o que teria acontecido dentro da residência, destacando que, segundo o depoimento do acusado, uma discussão teria começado após a irmã encontrar mensagens dele com outra mulher. “Eu sei de algumas partes. Eu sei que ele falou que chegou nesse ponto porque ela tinha visto mensagens dele com outra mulher no celular. Aí começou uma discussão, e ela quis ir embora, mas ele deu um mata-leão nela para que ela não conseguisse ir embora. E ali ela faleceu, né? Então, assim, eu acho que, mesmo ele tentando se defender, entre aspas, falando que não tinha intenção de matar, que só deu um mata-leão para ela não ir embora, já é supergrave, né? Quando uma mulher quer ir embora e você dá um mata-leão para desacordá-la e impedir que ela possa sair”.
Joviana foi encontrada sem vida na última segunda-feira (10), dentro de uma residência no bairro Santa Apolônia, em Sangão, no Sul de Santa Catarina. José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, confessou ter aplicado um golpe conhecido como mata-leão para cometer o crime e permanece preso preventivamente após passar por audiência de custódia. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Em nota oficial, a defesa do acusado manifestou condolências à família da vitíma e afirmou que atuará de forma técnica dentro do processo, que corre em segredo de Justiça.
