Em meio ao agravamento das divergências entre Brasil e Estados Unidos, o governo americano afirmou que reconhecerá a decisão dos eleitores brasileiros em “eleições livres e justas”. Em declaração enviada ao Metrópoles, um representante de alto escalão do Departamento de Estado afirmou que Washington mantém respeito pelo “povo brasileiro e qualquer governo que ele escolha livremente”. A manifestação ocorre cerca de duas semanas depois de o Itamaraty impedir a entrada de três oficiais americanos que planejavam realizar uma missão no Brasil relacionada ao sistema eleitoral.
Apesar de ampliar as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Washington indicou que não considera um rompimento diplomático com Brasília como uma alternativa desejada. O governo americano destacou que atribui importância à relação bilateral e afirmou ter mantido contatos com diferentes administrações brasileiras ao longo dos anos.
A declaração do Departamento de Estado ocorre em um momento de maior tensão entre os dois países. A negativa brasileira aos vistos de oficiais americanos havia sido acompanhada por divergências sobre a atuação dos Estados Unidos em questões relacionadas ao sistema eleitoral brasileiro.
Mesmo diante dos atritos recentes, o governo americano afirmou que pretende preservar os canais de diálogo com o Brasil e reconheceu a legitimidade de governos escolhidos pelos eleitores.
“(O rompimento das relações) não é a situação que nos interessa. Atribuímos grande importância às relações com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que ele escolha livremente por meio de eleições livres e justas no Brasil; e temos respeitado e lidado com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, mantendo relações muito bem-sucedidas com eles”, afirmou o funcionário.
