Mensagens revelam como creche avisou pai de bebê morto; veja

Patricia Calderon
2 min de leitura
Bebê que morreu em creche ficou preso em grade por seis minutos antes de ser socorrido (Foto Reprodução Redes Sociais)

Mensagens trocadas entre funcionários da Creche Luz do Brás e o pai de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, indicam que a família recebeu apenas a informação de que o menino havia “passado mal”, sem qualquer referência à gravidade da situação. A criança morreu depois de ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede da unidade de ensino, localizada no centro de São Paulo, na quarta-feira (22/7).

Os registros das conversas mostram que, às 9h18, o número da creche enviou ao pai a mensagem: “Oie, bom dia. O Abdoulaye passou mal. Estamos levando ele para o hospital.” Em seguida, houve uma ligação telefônica com duração aproximada de 30 segundos. Logo depois, às 9h19, uma nova mensagem informava apenas o local para onde a criança estava sendo levada: “UBS Mooca, UBS Mooca.” Cerca de 20 minutos mais tarde, às 9h38, o mesmo contato enviou apenas a mensagem “Olá”.

Às 9h44, os funcionários voltaram a entrar em contato com o pai por mensagem, perguntando: “Olá, vocês estão indo para a UBS?”, seguida de outra ligação telefônica.

Segundo Erson de Oliveira, advogado que representa a família, o conteúdo das mensagens levou os pais a acreditar que a situação era menos grave do que realmente era. “Eles mandaram uma mensagem dizendo que a criança tinha passado mal. Os pais acreditaram que o filho estava passando por um atendimento médico”, afirmou.

Ainda de acordo com o advogado, a maneira como a creche comunicou os responsáveis sobre o ocorrido também deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação do caso.

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