O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), fez duras críticas à segurança pública do Ceará e à atual gestão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado Federal.
“Não coincidentemente gente, quem era que estava lá, quem era vice-presidente daquela associação que roubou o dinheiro do INSS, Alcides? O irmão do Lula. Quem é acusado de receber mensalão do Careca do INSS? É o filho do Lula. Onde é que ele está, gente? Cadê o Lulinha?”, questionou.
“Aí vem o governo, Alcides, e muda o delegado da Polícia Federal que estava investigando o filho do presidente, diz que só vai poder investigar o Lulinha daqui a um ano. Mas, para perseguir a oposição, aí tem Polícia Federal. Aí persegue parlamentar de direita, persegue presidente de partido de direita. Tentam a todo mundo interferir nas eleições. Esse é o Brasil de hoje” destacou.
A declaração ocorre em referência à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que resultou no bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens ligados ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Durante o discurso realizado no bairro Maraponga, o político fez críticas contundentes à segurança pública, principalmente em relação à atuação de facções criminosas no Estado. “Dá uma tristeza saber que o Ceará está entregue aos narcoterroristas. Ao mesmo tempo, dá ainda mais força para a gente enfrentar esses marginais, e devolver as ruas para os trabalhadores, para o povo cearense”, desabafou.
Por fim, Flávio relembrou a viagem que fez aos Estados Unidos para defender que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas e criticou a postura do governo Lula sobre o tema: “O Lula foi para lá para pedir que eles não fossem classificados como terroristas. Há uma grande diferença entre a gente. Eu quero ‘pau’ no bandido. Ele passa a mão na cabeça do bandido”.
Durante o evento, as lideranças do PL no Ceará anunciaram os pré-candidatos que disputarão vagas na Assembleia Legislativa do Estado (Alece) e na Câmara dos Deputados. A agenda acontece em meio às articulações internas do PL Ceará para definir a composição da chapa majoritária para as próximas eleições.
