Polícia investiga possível atentado contra tenente da Rota ligado à morte de liderança do PCC

Patricia Calderon
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Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota - Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo apura se o tenente Ronickson Pimentel, de 39 anos, pode ter sido alvo de um atentado em razão de sua participação na operação da Rota que terminou com a morte de Márcio Silva de Oliveira, conhecido como Fatíoli, apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ocorrência foi registrada na madrugada de 22 de maio de 2024, na Avenida dos Estados, na altura do número 8.700, no bairro do Ipiranga, zona sul da capital paulista. Na mesma ação, Lucas Rodrigues Gomes Chaves, de 26 anos, também morreu após ser baleado.

Ronickson fazia parte de uma das equipes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) envolvidas na ocorrência. Após a operação, o fuzil FN Scar calibre 7,62 utilizado pelo oficial, assim como as armas dos demais policiais que participaram da ação, foi recolhido para perícia. Em depoimento, os militares relataram que receberam uma denúncia informando que Márcio, identificado como integrante do PCC, havia deixado uma reunião na Favela de Heliópolis em um veículo Peugeot, o que motivou a mobilização das equipes.

Segundo os depoimentos prestados pelos policiais, o automóvel foi localizado e abordado, momento em que Márcio teria disparado contra a equipe utilizando uma pistola calibre 9 mm. Ainda conforme a versão apresentada pelos militares, Lucas Rodrigues Gomes Chaves também estaria armado com um revólver calibre 38 e teria efetuado disparos em direção aos agentes.

Márcio foi atingido por tiros de fuzil na região da cabeça e encaminhado ao Pronto-Socorro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Lucas foi socorrido ao Hospital Heliópolis, na zona sul. Ambos morreram após darem entrada nas unidades de saúde. A Polícia Civil informou que o Peugeot apresentava dez perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.

Além da pistola calibre 9 mm e do revólver calibre 38 apreendidos com a dupla, os policiais afirmaram que localizaram no interior do veículo um fuzil Colt calibre 5,56 com a numeração raspada, munições e coletes balísticos.

O boletim de ocorrência registrado no 17º Distrito Policial, no Ipiranga, informa ainda que os agentes da Rota utilizavam câmeras corporais durante a operação. No entanto, segundo o documento, os equipamentos não foram apresentados na delegacia durante o registro da ocorrência para conferência das imagens.

De acordo com a Polícia Civil, Márcio Silva de Oliveira era considerado uma das principais lideranças do PCC na Favela de Heliópolis e figurava entre os chefes da organização criminosa que permaneciam em liberdade. Horas depois da morte dele e de Lucas, integrantes de uma escola de samba realizaram homenagens aos dois.

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