A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) usou as redes sociais para agradecer a mensagem de solidariedade enviada pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede-SP). A parlamentar afirmou nutrir “carinho e admiração” pela adversária política.
Nos últimos dias, Damares afirmou ter recebido ameaças e relatou ataques direcionados à filha nas redes sociais após sair em defesa na última quarta-feira (1º) da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que deixou o comando do PL Mulher.
“Obrigada pela mensagem e parabéns pela coragem, que sempre foi sua marca, de fazer esta manifestação de solidariedade de forma pública. Deputada, suas palavras me emocionaram e aqueceram meu coração”, destacou.
“Estamos hoje em lados opostos na política, mas todos sabem que no passado já estivemos do mesmo lado, juntas, lutando por um Brasil melhor. E todos também sabem que tenho carinho e admiração pela senhora e que somos irmãs em Cristo”, acrescentou.
Marina manifestou solidariedade a Damares Alves após a bolsonarista relatar durante discurso na Comissão de Direitos Humanos do Senado, ter sido chamada de “leviana”, “vagabunda” e “adúltera”, além de ser acusada de manter um relacionamento extraconjugal com um pastor.
Em publicação no X, antigo Twitter, a deputada federal afirmou que “nada justifica que uma mulher seja atacada, desqualificada ou constrangida” por questões de gênero.
“Expresso aqui minha solidariedade à senadora Damares Alves diante das ameaças, ataques e ofensas que sofreu nos últimos dias. Nada justifica que uma mulher seja atacada, desqualificada ou constrangida por ser mulher. A misoginia, venha de onde vier e atinja quem atingir, precisa ser enfrentada com firmeza por todas as pessoas que acreditam na democracia, no respeito e na dignidade humana”, frisou.
“O debate político pode e deve ser firme, mas jamais pode abrir mão da civilidade, da verdade e do respeito. Quando uma mulher na vida pública é alvo de agressões e tentativas de silenciamento, todas nós somos atingidas. Que Deus e o bom ambiente democrático nos iluminem a escapar dessa onda inaceitável que nada têm a ver com o que deveria ser o debate público”, desabafou.
