EUA afirma que PCC é a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental

Patricia Calderon
3 min de leitura
Donald Trump - Foto: Divulgação

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois cidadãos brasileiros e três empresas do país por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). No comunicado divulgado após a medida, o órgão americano classificou a facção paulista como a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental e afirmou que o grupo vem ampliando sua atuação internacional.

De acordo com o governo americano, o PCC expandiu suas atividades para diferentes países nos últimos anos, mantendo presença relevante em locais como Reino Unido, Turquia e Japão. “O PCC é atualmente a maior organização criminosa transnacional (OCT) do Hemisfério Ocidental e, nos últimos anos, expandiu suas operações globalmente, com presença significativa em países como Reino Unido, Turquia e Japão”, diz o comunicado.

A decisão foi anunciada cerca de dois meses após os Estados Unidos incluírem o PCC e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras. Na época, o Departamento de Estado americano afirmou que as duas facções mantinham atividades em pelo menos 12 estados norte-americanos.

O comunicado do Departamento do Tesouro também destacou que o PCC representa uma ameaça criminal considerada real e em expansão para os Estados Unidos. Para o subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira do governo americano, Gene Lange, a medida reforça a estratégia de combate à movimentação de recursos ilegais associados à facção. Segundo ele, a classificação representa “mais um passo do governo dos Estados Unidos para abordar e reconhecer a crescente presença da geração de receita ilícita do Primeiro Comando da Capital dentro das fronteiras [dos EUA]”.

Entre os brasileiros incluídos nas sanções estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Além dos dois indivíduos, três empresas brasileiras e uma companhia localizada em Portugal também foram alvo das medidas anunciadas pelas autoridades americanas.

Segundo a investigação conduzida pelos Estados Unidos, os envolvidos teriam participado de esquemas de lavagem de dinheiro obtido ilegalmente em cidades americanas e regiões próximas. As autoridades afirmam ainda que criptomoedas eram utilizadas para enviar valores de volta ao Brasil em operações relacionadas ao PCC.

Com a aplicação das sanções, todos os bens e direitos sobre propriedades dos alvos que estejam sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados. As pessoas e empresas atingidas também ficam impedidas de realizar negócios com cidadãos ou companhias americanas e não podem participar de transações envolvendo o dólar americano.

MARCADO:
Compartilhar este artigo