Campeã do Big Brother Brasil 20, a médica e apresentadora Thelma Assis celebrou uma decisão judicial relacionada a um caso de injúria racial. Embora não tenha mencionado o nome do réu, a ação é associada ao empresário Rodrigo Branco, que teria feito declarações consideradas racistas contra ela enquanto a artista ainda participava do reality. Em publicação feita nesta segunda-feira, 15, Thelma falou sobre o sentimento após anos de disputa judicial e destacou a importância do reconhecimento da Justiça.
“Eu precisava que a justiça reconhecesse o fato, e ela foi feita. Foram seis anos lutando praticamente sozinha, somente com o apoio da minha família e dos meus advogados, contra uma injúria racial covarde, já que eu estava confinada na época do ocorrido e não pude me defender”, iniciou.
Na sequência do relato, Thelma afirmou que enfrentou dificuldades durante o andamento do processo e criticou a demora para uma conclusão. Segundo a médica, houve obstáculos para localizar o envolvido e, enquanto a ação seguia sem definição, ele continuou recebendo espaço e divulgação pública.
“Foram diversas tentativas frustradas de citação no processo, acesso ao qual aparentemente só eu não tinha. O caso sempre foi público e pautado na mídia, sem resolução até então; mesmo assim, o racista continuou tendo o seu trabalho amplamente divulgado e impulsionado por pessoas da mídia”, criticou.
A apresentadora também ressaltou que episódios de racismo não afetam apenas a pessoa diretamente atingida, mas refletem em toda a sociedade. Ela explicou que esse tipo de violência provoca consequências emocionais e físicas para quem sofre a agressão, reforçando que a responsabilização é necessária para evitar a repetição de comportamentos semelhantes.
“E esse impacto não por ser desfeito com um simples pedido de desculpas na frente das câmeras. Ele precisava de punição, uma punição educativa para que ações como essa não se repitam”, escreveu.
Em sua manifestação, Thelma agradeceu o suporte recebido de familiares, amigos e profissionais que a acompanharam durante o processo. Ela também citou o apoio da jornalista Maju Coutinho, que, segundo a médica, também teria sido alvo de declarações ofensivas do empresário.
“Se o condenado honrar com o pagamento, além de arcar com os custos do processo, a verba será destinada a uma instituição de combate ao racismo. Dessa forma, darei um desfecho condizente com o que realmente me fez chegar até aqui como pessoa e como profissional: a educação, o respeito e a esperança em uma sociedade verdadeiramente antirracista”, finalizou.
