Caso de jovem lançada sem corda em rope jump repercurte na imprensa internacional

Douglas Lima
3 min de leitura
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas - Foto: Divulgação/PM

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu neste sábado (13), após ser lançada sem corda durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, repercutiu na imprensa internacional.

A tragédia foi registrada em vídeo por testemunhas, antes do acidente que resultou em uma queda de aproximadamente 40 metros, a jovem havia compartilhado registros do passeio nas redes sociais.

A mulher publicou uma série de stories em seu Instagram mostrando os preparativos para a atividade realizada na Ponte do Esqueleto. Nas imagens, ela exibiu o local do salto, as pulseiras de identificação utilizadas pelos participantes e registros de integrantes da equipe responsável pela descida da ponte com os equipamentos de segurança.

O Clarín, um dos principais jornais argentinos, destacou que a “jovem foi lançada ao vazio sem cordas e morreu devido aos ferimentos sofridos na queda”. Já o La Nacion, também periódico argentino, destacou que a morte trágica chocou todo o Brasil.

A rede NBC News, dos Estados Unidos, destacou o caso, mencionando que a vítima teria sido lançada sem os equipamentos de segurança e informando também sobre as prisões relacionadas à investigação.

Seis pessoas foram conduzidas à delegacia, três responsáveis pelo salto e outras três que atuavam em uma barraca próxima, encarregadas da distribuição de pulseiras e da colocação de cintos e cadeirinhas nos clientes.

No entanto, apenas Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra — que aparecem nas imagens com a vítima nos braços, foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Nessa modalidade, o investigado não deseja diretamente o resultado, mas assume o risco de produzi-lo ao prever a possibilidade de morte. Os outros três envolvidos foram liberados após depoimento, mas seguem sendo investigados pela polícia.

Dois dos envolvidos afirmaram à polícia que eram responsáveis por amarrar as cordas, mas disseram não se lembrar do momento exato em que a falha teria ocorrido, alegando um “apagão” durante o procedimento. Segundo os depoimentos, eles não souberam indicar quando ou como a etapa de segurança deixou de ser realizada.

O terceiro suspeito, que aparecia segurando as pernas da vítima, declarou que foi chamado apenas para auxiliar no arremesso e tentou se isentar da responsabilidade de conferir a fixação das cordas.

As investigações apontam, no entanto, que o equipamento exigia duas cordas de segurança, que não teriam sido instaladas. Segundo a apuração, em uma atividade de alto risco como o rope jump, o procedimento de checagem deveria ser rigorosamente repetido antes do salto.

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