Gestor da carreira de Ana Castela causa na web ao falar da escala 6×1

Nayara Vieira
3 min de leitura
Gestor da carreira de Ana Castela causa na web ao falar da escala 6×1

Raphael J. Soares, conhecido como cantor da dupla sertaneja Léo e Raphael e fundador do Grupo AgroPlay e da AgroPlay Music — empresa responsável pela gestão da carreira da cantora Ana Castela —, causou forte polêmica nas redes sociais na noite de domingo (7/6). Ao se posicionar sobre o debate nacional a respeito do fim da escala de trabalho 6×1, o empresário compartilhou uma publicação na qual afirmou trabalhar ininterruptamente há uma década. Para legendar o conteúdo, ele declarou: “É por isso que trabalho 7×0! Quem faz o Brasil é nois (sic)!”, sugerindo que o progresso do país depende de uma rotina sem folgas.

Reação dos internautas

A declaração do artista gerou uma onda de indignação imediata entre os internautas, que lotaram os comentários com críticas severas ao seu posicionamento. Muitos seguidores classificaram a fala como um “papo de rico” desconectado da realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros, apontando que quem atua no campo ou em funções exaustivas necessita de descanso e lazer com a família em vez de “morrer trabalhando”. Outros rebateram a comparação, argumentando que ser contra a escala 6×1 não significa ser contra o desenvolvimento do Brasil e questionaram a veracidade da suposta rotina integral do empresário.

Contexto da PEC no congresso

Os usuários das redes sociais também fizeram questão de destacar a disparidade de privilégios entre um grande empresário do show business e o trabalhador comum, enfatizando que pessoas submetidas à escala 6×1 não possuem o mesmo conforto financeiro ou rede de apoio que Raphael detém. Internautas chegaram a aconselhar o gestor a focar na música e na administração de carreiras em vez de minimizar o cansaço da classe trabalhadora. Toda essa discussão ocorre em meio a um cenário legislativo decisivo: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso) foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado Federal, alterando a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelecendo o regime de 5×2 (duas folgas) sem redução de salário.

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