Surto de ebola pode ser um dos maiores da história, alertam cientistas

Douglas Lima
2 min de leitura
República Democrática do Congo registrou 71 novos casos de ebola em apenas 24 horas - Foto: Divulgação

Em meio à crise sanitária provocada pelo ebola na África, pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) alertaram nesta semana que, sem a adoção de medidas de contenção, o atual surto da doença pode se tornar um dos maiores da história.

Em apenas 24 horas, a República Democrática do Congo registrou 71 novos casos de ebola, segundo dados divulgados na última sexta-feira (5). Com isso, o total de infecções chegou a 452, com 82 mortes confirmadas desde o início do surto.

De acordo com o CDC, a cepa Bundibugyo é uma linhagem rara e altamente letal do vírus, e já circulava no Congo entre janeiro e fevereiro, cerca de dois a três meses antes da notificação do primeiro caso suspeito.

Segundo os cientistas, em um cenário hipotético em que apenas 20% dos infectados são rapidamente identificados e isolados, há 65% de probabilidade de que o número de casos ultrapasse 20 mil nos próximos três meses. Por outro lado, caso a detecção e o isolamento ocorram de forma ágil, o risco de um desfecho mais grave diminui significativamente.

Para enfrentar a crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Africa CDC lançaram uma iniciativa para captar US$ 518 milhões (aproximadamente R$ 2,67 bilhões) com o objetivo de reforçar a resposta nos países africanos afetados. Até o momento, não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados para a cepa Bundibugyo do ebola.

Vale destacar, que não há transmissão da doença à distância: é preciso exposição direta e significativa às secreções de uma pessoa infectada — sangue, secreções, fezes ou vômito, o que diferencia o vírus de doenças respiratórias como o sarampo e a Covid-19.

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