Inelegível e pressionado, Cláudio Castro desiste de vaga no Senado

André Oliveira
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Reprodução/Internet.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), desistiu oficialmente de disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (28/5) ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que confirmou o recuo e afirmou que caberá ao diretório fluminense da legenda definir um substituto para a chapa no estado. A pré-candidatura de Castro, lançada em fevereiro deste ano, vinha sofrendo forte desgaste político após o ex-governador ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se tornar alvo de duas operações da Polícia Federal em menos de 15 dias.

Nos bastidores do PL, a candidatura de Cláudio Castro já era considerada inviável por dirigentes nacionais e estaduais. O ex-governador vinha sendo tratado internamente como um fator de desgaste para a chapa bolsonarista no Rio de Janeiro, principalmente por conta das investigações envolvendo supostas fraudes relacionadas ao Banco Master e à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Castro foi alvo de mandados de busca e apreensão em operações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que aumentou a pressão dentro do partido para que ele deixasse a disputa eleitoral. Lideranças da legenda temiam que a permanência do político prejudicasse os projetos eleitorais de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao governo do estado.

Com a saída de Castro da corrida ao Senado, o PL iniciou discussões internas para definir um novo nome para compor a chapa no Rio de Janeiro. Entre os cotados estão os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, além do ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi. O nome de Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro, também passou a ser mencionado nos bastidores partidários. A expectativa dentro da sigla é que Flávio tenha papel decisivo na escolha do substituto. A desistência de Cláudio Castro representa mais um capítulo da crise política enfrentada pelo ex-governador, cuja situação jurídica e eleitoral se agravou nos últimos meses após a condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

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