O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou nesta quinta-feira (28) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta apresentada pela oposição como alternativa ao fim da escala 6×1. O texto propõe um modelo flexível de jornada de trabalho baseado em horas trabalhadas e foi protocolado durante a madrugada com o apoio de 36 senadores. A iniciativa surge como uma reação à proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de trabalho no país.
A proposta alternativa foi articulada por parlamentares da oposição com apoio de deputados federais e tem como primeiro signatário o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho. Segundo aliados do projeto, a ideia é ampliar a liberdade do trabalhador para definir quantas horas deseja trabalhar e como organizar sua própria jornada. O movimento também faz parte de uma estratégia da oposição para frear o avanço da PEC do fim da escala 6×1 no Senado, defendendo um debate mais amplo sobre os impactos econômicos e trabalhistas da proposta.
Com o envio da matéria à CCJ, a tramitação agora depende das decisões do presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), que será responsável por definir o relator e estabelecer quando a proposta será colocada em pauta para discussão e votação. Nos bastidores, integrantes da oposição avaliam que o Senado poderá alongar o debate sobre o tema, inclusive com a possibilidade de novas discussões em outras comissões, o que pode atrasar a análise definitiva da PEC. Enquanto isso, o governo acompanha a movimentação com atenção, diante da relevância política e eleitoral do debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil.
