A Organização Mundial da Saúde informou nesta quarta-feira (20) que já foram registradas 139 mortes suspeitas relacionadas ao surto de Ebola na República Democrática do Congo. Segundo a entidade, cerca de 600 casos suspeitos da doença estão sendo investigados, enquanto autoridades de saúde internacionais acompanham o avanço da contaminação também em Uganda. O alerta aumentou após especialistas constatarem que o vírus circulou por vários dias sem ser detectado, o que pode ter contribuído para a rápida disseminação da doença.
De acordo com a OMS, o atual surto envolve a rara cepa Bundibugyo do vírus Ebola. Um Comitê de Emergência da organização se reuniu em Genebra, na Suíça, para discutir a situação e concluiu que o episódio representa uma emergência de saúde pública de interesse internacional, embora ainda não seja considerado uma pandemia global. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou a preocupação com a velocidade da transmissão e afirmou que os números podem aumentar significativamente nos próximos dias devido ao atraso na identificação inicial dos casos.
A situação preocupa organizações humanitárias por ocorrer em meio a dificuldades estruturais enfrentadas pela região afetada, incluindo limitações no sistema de saúde, insegurança e dificuldades de acesso às áreas contaminadas. A OMS e equipes da Cruz Vermelha intensificaram o envio de profissionais, equipamentos e suprimentos médicos para tentar conter a propagação do vírus. Especialistas reforçam que o rastreamento rápido de contatos, o isolamento dos infectados e a conscientização da população serão fundamentais para evitar que o surto se agrave ainda mais no continente africano.
