O Santos entrou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pedindo a anulação da derrota por 3 a 0 para o Coritiba, em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. A medida foi tomada após a polêmica envolvendo a substituição de Neymar durante o confronto disputado na Neo Química Arena. Segundo o clube paulista, houve um “erro de direito” da arbitragem ao impedir o retorno do camisa 10 ao gramado, mesmo após a comissão técnica alegar que a troca correta seria a saída do lateral Escobar, e não do atacante santista.
O episódio aconteceu aos 19 minutos do segundo tempo, quando Neymar recebia atendimento médico fora de campo após reclamar de dores na panturrilha direita. Naquele momento, o quarto árbitro levantou a placa indicando a entrada de Robinho Júnior na vaga do camisa 10. O jogador, ao perceber a situação, tentou retornar ao campo e chegou a mostrar à arbitragem um papel com a indicação da substituição envolvendo Escobar. Ainda assim, foi impedido de voltar para a partida e acabou recebendo cartão amarelo. Na súmula, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli relatou que o auxiliar técnico César Sampaio teria confirmado verbalmente a substituição de Neymar, embora o próprio Sampaio tenha admitido posteriormente uma falha de comunicação no procedimento.
Após o jogo, César Sampaio assumiu a responsabilidade pelo ocorrido e afirmou que o quarto árbitro teria se precipitado ao confirmar a alteração. Em nota oficial, o Santos informou que a ação protocolada no STJD não questiona o desempenho técnico da equipe nem o resultado esportivo em si, mas sim o cumprimento das regras da FIFA relacionadas às substituições. O clube sustenta que a arbitragem descumpriu o protocolo oficial ao retirar Neymar da partida sem a autorização definitiva da comissão técnica. A polêmica ganhou ainda mais repercussão porque o atacante já havia deixado o gramado sentindo dores na panturrilha, aumentando a preocupação sobre sua condição física.
