A Espanha iniciou neste domingo (10) a evacuação dos passageiros do cruzeiro MV Hondius após a confirmação de um surto de hantavírus a bordo. A embarcação estava ancorada próxima à ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, enquanto a retirada dos ocupantes era realizada pelas equipes de resgate.
Segundo informações da agência Reuters, os primeiros passageiros a desembarcar foram espanhóis, retirados em pequenas embarcações e levados ao porto. De lá, foram transferidos sob isolamento para o aeroporto local e embarcaram em uma aeronave militar com destino a Madri.
De acordo com o governo espanhol, todos os passageiros serão encaminhados diretamente a hospitais para cumprir quarentena, sem contato com a população da região.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, informou que a operação de evacuação deve ser finalizada entre este domingo e segunda-feira (11).
Após a retirada dos passageiros espanhóis, será a vez dos viajantes da Holanda, Alemanha, Bélgica e Grécia, que deixarão o navio em um voo conjunto. Em seguida, ocorrerá o repatriamento de cidadãos do Reino Unido, França, Irlanda, Turquia, Canadá e Estados Unidos.
A Austrália deve enviar a última aeronave da operação, prevista para chegar na segunda, para repatriar passageiros australianos, neozelandeses e de outros países asiáticos ainda a bordo. As autoridades sanitárias informaram que, até agora, não há registro de sintomas entre os mais de 140 passageiros e tripulantes que seguem no navio.
A agência de saúde europeia classificou todos os passageiros como contatos de alto risco. Apesar da medida de precaução adotada para quem ainda está a bordo, o órgão reforçou que o risco de contágio para a população em geral permanece baixo.
O surto levou à ativação de uma operação internacional de emergência, com participação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de diversos governos europeus. Até o momento, três mortes foram registradas desde o início do surto: um casal de nacionalidade holandesa e um cidadão alemão.
O MV Hondius partiu do sul da Argentina em 1º de abril, em uma expedição rumo à Antártida. O primeiro óbito ocorreu ainda naquele mês, mas foi inicialmente atribuído a causas naturais. O alerta sanitário, no entanto, só foi emitido em 2 de maio, após a confirmação em laboratório de um caso de hantavírus em um dos passageiros.
