O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (8) que um homem, teria vergonha de admitir ter sido agredido por uma mulher. O presidente também afirmou que “não existe nenhum filme de mulher batendo em homem”.
A declaração foi feita durante um evento público em Brasília voltado ao combate à violência contra a mulher. A iniciativa integra uma série de ações do governo federal para enfrentamento da violência de gênero.
“A briga em defesa da integridade da mulher não é dela, para fazer no dia 8 de Março um movimento. A briga é nossa [dos homens], porque os violentos somos nós, os homens. Não existe, não existe nenhum filme da mulher batendo no homem. Não existe experiência de mulher bater em homem. O que existe, se batesse, [o homem] tem tanta vergonha que ele não vai contar. Mas o dado concreto é que a violência parte de nós, os homens”, declarou.
Lula também afirmou que os homens são educados para acreditar que têm poder ou domínio sobre as mulheres. “Desde pequeno, vocês têm irmão dentro de casa. O pai de vocês cria vocês diferente. O menino pode tudo, a menina não pode nada”, afirmou.
Não é a primeira vez que declarações informais de Lula repercutem negativamente em eventos voltados à defesa dos direitos das mulheres.
Em julho de 2024, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, ao condenar a violência doméstica, o petista fez uma observação em tom de brincadeira sobre a hipótese de o agressor ser “corintiano”. Já em março de 2024, ao comentar a qualificação feminina no mercado de trabalho, afirmou que mulheres formadas não precisariam depender dos pais para comprar itens como “batom ou calcinhas”.
