Javier Milei enfrenta queda de aprovação em meio à inflação e casos de corrupção

Douglas Lima
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Javier Milei - Foto: Divulgação

O presidente da Argentina Javier Milei enfrenta um dos momentos mais delicados de seu governo em meio a denúncias de corrupção, queda nos índices de popularidade, desaceleração da atividade econômica e industrial, além da pressão provocada pela inflação.

Após reduzir a inflação mensal de patamares de dois dígitos no fim de 2023 para cerca de 2% ao longo de 2025, o governo argentino voltou a enfrentar alta nos índices de preços entre o fim do ano passado e o início de 2026. Em março deste ano, a inflação mensal chegou a 3,4%.

A recente aceleração da inflação levou o presidente a reconhecer publicamente as dificuldades econômicas. “O dado é ruim”, afirmou ele em uma rede social.

Os indicadores econômicos argentinos também passaram a mostrar sinais mais fortes de enfraquecimento. Em fevereiro, a atividade econômica recuou 2,6% em relação ao mês anterior, enquanto a retração acumulada em 12 meses chegou a 2,1%.

No setor industrial, o cenário foi ainda mais negativo: a produção caiu 4% no mês e acumula redução de 6,1% no intervalo de um ano.
Além do cenário econômico adverso, denúncias recentes de corrupção também passaram a pressionar a popularidade de Milei.

Um dos casos citados envolve uma investigação sobre suposto enriquecimento ilícito do chefe de gabinete de Javier Milei, Manuel Adorni, que passou a ser questionado sobre viagens de luxo e aquisição e reforma de imóveis supostamente incompatíveis com sua renda.

As pesquisas de opinião indicam que os índices de desaprovação já superam 60%, atingindo os piores patamares desde que ele assumiu a Casa Rosada, em dezembro de 2023.

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