Ratinho critica beijo entre homens em novelas: “No meu tempo não tinha”

Nayara Vieira
3 min de leitura
Ratinho (Reprodução: SBT)

O apresentador Ratinho voltou a gerar controvérsia durante a exibição de seu programa no SBT na última quarta-feira (6). Ao comentar sobre a dramaturgia atual, o comunicador criticou a presença de demonstrações de afeto entre pessoas do mesmo sexo na televisão.

Quando eu vejo dois homens se beijando, eu já fico preocupado: ele já saiu do mercado e levou mais um”, disparou.

Ele ainda questionou a influência dessas produções, afirmando que “é muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso, porque, no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha isso”.

Apesar das declarações polêmicas, o “Programa do Ratinho” mantém sua força comercial e de audiência, consolidando-se frequentemente como a atração mais assistida do SBT nos dias úteis. Com médias que orbitam os 4 pontos na Grande São Paulo — principal referência para o mercado publicitário —, o apresentador vem acumulando vitórias sucessivas contra a concorrência, superando com frequência o reality “Casa do Patrão”, exibido pela Record. Esse desempenho reforça a fidelidade de seu público cativo, mesmo diante de críticas frequentes de outros setores da sociedade.

O histórico recente do apresentador é marcado por outros embates ideológicos e judiciais, como o caso envolvendo a deputada Erika Hilton em março. Na ocasião, Ratinho foi acusado de transfobia ao declarar que a parlamentar “não é mulher, é trans” e que, para ser mulher, seria necessário “ter útero” e “menstruar”. O episódio escalou para a esfera jurídica, com Hilton movendo um processo contra o artista e a emissora, pleiteando uma indenização de R$ 10 milhões e até a prisão do apresentador, que reagiu abrindo uma ação criminal por injúria, calúnia e difamação contra a deputada.

Esses recorrentes episódios inserem o comunicador no centro de um intenso debate sobre os limites da liberdade de expressão e a propagação de discursos de ódio na mídia brasileira. Enquanto seus defensores enxergam as falas como opiniões pessoais de cunho conservador, grupos de direitos humanos e políticos apontam para a periculosidade de declarações que possam marginalizar a comunidade LGBTQIA+. O caso segue repercutindo tanto no campo político quanto nas redes sociais, evidenciando a polarização em torno de figuras públicas de grande alcance popular.

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