O tempo passa, mas a dor permanece estagnada para a família de Ágatha e Allan Michael. Já são quatro meses sem respostas concretas sobre o paradeiro dos irmãos que desapareceram na zona rural de Bacabal, Maranhão. Enquanto a polícia afirma que o trabalho continua, a família sente o peso da interrupção das buscas de campo.
Relembre o caso
No dia 4 de janeiro, uma tarde de brincadeiras se transformou em pesadelo. Os irmãos Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos) desapareceram após entrarem em uma área de mata no Quilombo de São Sebastião dos Pretos.
Na época, uma mobilização sem precedentes foi montada, unindo forças de resgate do Maranhão, o Exército e mais de 2.000 voluntários em uma busca incansável por terra, água e ar.
Novas pergutas
Três dias após o sumiço, houve um fio de esperança: Anderson Kauan (8 anos), primo das crianças que também estava desaparecido, foi localizado por produtores rurais. Desorientado, o menino foi internado no Hospital Geral de Bacabal para suporte médico e psicológico.
A partir dali, as buscas se concentraram na região onde ele foi visto, resultando no achado de um calção e uma sandália. Entretanto, as pistas pararam por aí.
Recompensa
Diante da gravidade, a Prefeitura de Bacabal chegou a oferecer uma recompensa de R$ 20 mil por informações reais que levassem ao paradeiro dos irmãos. Surpreendentemente, nem mesmo o incentivo financeiro trouxe novas denúncias ou pistas sólidas, aprofundando o mistério que ronda a comunidade.
“O Possível e o impossível”: A angústia de uma mãe
Para Clarice Cardoso, mãe das crianças, o sentimento é de abandono. Ela relata que, embora as autoridades falem em continuidade, as buscas físicas na região foram interrompidas.
“A polícia diz que está fazendo o possível e o impossível para tentar descobrir, mas até agora não há pistas de onde estão os meus filhos”, desabafa Clarice.
O que dizem as autoridades?
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) mantém o posicionamento de que o caso não está arquivado. Em nota oficial, a instituição reforçou:
- Inquérito em aberto: O procedimento investigativo ainda não foi concluído.
- Comissão Especial: Os trabalhos seguem sob responsabilidade de uma comissão criada exclusivamente para o caso.
- Investigação Sigilosa: Detalhes não são revelados para não comprometer as diligências em andamento.
