Atirador chama Trump de “traidor” em manifesto antes de ataque em evento nos EUA

André Oliveira
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Cole Tomas Allen

Segundo as investigações, Allen planejou o ataque com antecedência e afirmou no manifesto que utilizaria munição específica, como cartuchos de espingarda com menor poder de penetração, para reduzir possíveis danos colaterais. Ainda assim, ele declarou que estaria disposto a atingir outras pessoas caso fosse necessário para alcançar seus alvos. O suspeito também criticou a segurança do evento, sugerindo que falhas permitiriam a entrada de armamentos mais perigosos. Durante a ação, um agente do Serviço Secreto foi atingido, mas sobreviveu graças ao colete à prova de balas.

O homem identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, enviou um manifesto a familiares antes de realizar um ataque armado durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, evento que contou com a presença do presidente Donald Trump. No documento, o atirador fez duras acusações contra Trump e sua administração, chamando-o de “pedófilo, violador e traidor” e afirmando que não estava disposto a “permitir” que seus supostos crimes continuassem. O texto também indicava que ele pretendia atingir membros do governo, considerados por ele como cúmplices por participarem do evento.

“Quanto ao motivo de eu ter feito tudo isso: sou cidadão dos Estados Unidos da América. As ações dos meus representantes refletem em mim. Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor suje minhas mãos com seus crimes. Esta é a primeira oportunidade real que tive para fazer algo a respeito. […] Peço desculpas a todos que foram abusados e/ou assassinados antes disso, a todos que sofreram antes que eu pudesse tentar isso, a todos que ainda possam sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso.”

O ataque ocorreu nas imediações do hotel onde acontecia o evento e provocou momentos de tensão e evacuação entre autoridades e convidados. Allen foi detido no local e permanece sob custódia, enquanto as autoridades federais investigam suas motivações e possíveis conexões ideológicas. O caso reacendeu preocupações sobre segurança em eventos políticos de alto nível nos Estados Unidos, além de levantar debates sobre radicalização e violência política no país.

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