A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acusou o governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas, de tentar impedir manifestações pelo fim da escala 6×1 na Avenida Paulista durante o feriado de 1º de maio. Segundo a parlamentar, a gestão estadual negou o uso de um trecho da via para o protesto dos trabalhadores, alegando que o local já está reservado para atos de lideranças bolsonaristas.
O evento autorizado terá como pautas o apoio a uma possível candidatura de Flávio Bolsonaro e críticas ao STF. Para Erika Hilton, a decisão é uma manobra política para ofuscar a pauta da dignidade trabalhista e priorizar a agenda de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela afirmou que a negativa busca enfraquecer a mobilização popular, mas garantiu que a estratégia não mudará as prioridades do povo.
Por outro lado, a Polícia Militar de São Paulo justificou a decisão com base em critérios técnicos e cronológicos. Segundo a corporação, os grupos “Patriotas do QG”, “A Voz da Nação” e “Marcha da Liberdade” protocolaram os pedidos de autorização antecipadamente. A PM reforçou que não faz distinção política entre os organizadores, adotando a ordem de chegada como padrão legal para a liberação de eventos na capital.
A restrição que impede grupos opositores de ocuparem a mesma via no mesmo dia — ainda que em horários diferentes — baseia-se em protocolos de segurança para evitar confrontos diretos entre manifestantes. De acordo com a nota oficial da PM, as medidas visam garantir a ordem pública e a integridade dos participantes, mantendo o rigor logístico estabelecido anteriormente em contextos de alta tensão política.
