O prefeito de Guanhães, Evandro Lott Moreira (Republicanos), teria utilizado funcionários da prefeitura e até drones para perseguir e monitorar a ex-mulher após não aceitar o fim do relacionamento.
A acusação faz parte de denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que também aponta o político por ameaça de morte, violência psicológica e posse ilegal de arma de fogo.
Preso preventivamente desde 1º de abril, Evandro é alvo de novas medidas solicitadas pelo MPMG. O órgão pediu à Justiça a ampliação das investigações para apurar a possível ocorrência de outros crimes, entre eles tentativa de feminicídio, abuso de autoridade e prática de “rachadinha”.
Segundo a apuração, o parlamentar teria adotado uma série de condutas consideradas intimidatórias após o término do relacionamento. Em uma das situações, ele enviou à ex-companheira, por aplicativo de mensagens, a imagem de uma arma de fogo.
Há também o registro de uma conversa gravada pela própria vítima, na qual o político demonstra inconformismo com a separação, afirmando que pretendia reatar o relacionamento e sugerindo que ela não poderia se envolver com outra pessoa. A denúncia ainda aponta que, em um episódio anterior, ao desconfiar de uma possível traição, ele teria dito que chegou a cogitar matá-la.
