Uma sequência de dois terremotos de magnitudes históricas devastou a Venezuela, deixando o país em estado de choque e total emergência. De acordo com o balanço oficial mais recente divulgado pelo governo venezuelano, o desastre já contabiliza 164 mortos e pelo menos 971 feridos. O rastro deixado pelos tremores inclui o desabamento de edifícios, cidades inteiras sem energia elétrica e milhares de desabrigados.
Durante a madrugada, milhares de pessoas foram forçadas a passar a noite nas ruas, enfrentando o frio e o medo de réplicas, enquanto buscavam desesperadamente por abrigo ou notícias de familiares desaparecidos em meio aos escombros.
O pior cenário desde 1900
A destruição começou com um primeiro tremor de magnitude 7,2, cujo epicentro foi registrado próximo à cidade de Morón. No entanto, o cenário tornou-se ainda mais catastrófico menos de um minuto depois, quando o país foi atingido por um segundo terremoto sequencial.
Este segundo abalo atingiu a magnitude de 7,5, sendo oficialmente classificado como o terremoto mais forte registrado em território venezuelano desde o ano de 1900.
Caos na capital
A capital, Caracas, concentrou cenas de pânico extremo e severa destruição. Na região de Chacao, uma das áreas mais movimentadas da cidade, um edifício residencial e comercial de 22 andares desabou completamente. Equipes de socorro trabalham contra o tempo na tentativa de encontrar sobreviventes sob a estrutura que ruiu.
Pronunciamentos e reações internacionais
A tragédia mobilizou as autoridades locais e gerou uma onda imediata de solidariedade e promessas de apoio internacional.
“A primeira mensagem para o povo é manter a união para salvar vidas. Imediatamente, após as ocorrências, todas as nossas autoridades se colocaram na tarefa de resgate. Resgatar vidas. Neste momento de grande sensibilidade para a nossa população e para quem, lamentavelmente, sofreu perda familiar estendemos as nossas condolências”, declarou a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, apelando pela calma e esforço conjunto das forças de segurança.
O impacto da catástrofe ecoou rapidamente no exterior, com as duas maiores potências das Américas oferecendo ajuda humanitária:
- Estados Unidos: O presidente norte-americano, Donald Trump, manifestou pesar e colocou a estrutura do país à disposição. “Os dois grandes terremotos que atingiram o povo da Venezuela foram de proporções gigantescas e deixaram um número devastador de mortes. Os EUA estão prontos, dispostos e aptos a ajudar. Instruí todas as agências do nosso governo a se prepararem para agir rapidamente. Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos”, afirmou o mandatório.
- Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se pronunciou, prestando solidariedade e ordenando ações imediatas do corpo diplomático brasileiro. “Instruí o Ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar. Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão”, destacou Lula.
As operações de busca e salvamento continuam por tempo indeterminado nas regiões mais afetadas, e os números de vítimas ainda podem sofrer atualizações à medida que os escombros forem removidos.
