As investigações sobre a morte de Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, revelaram detalhes cruciais sobre o acidente ocorrido no último domingo (26), na Praia de Copacabana. Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), o elevador que causou a fatalidade foi acionado remotamente a uma distância de 25 metros de onde a vítima se encontrava. Gabriel era um dos profissionais responsáveis pela montagem da estrutura e estava trabalhando na preparação de quatro elevadores que seriam utilizados na apresentação da artista colombiana.
A PCERJ apura o caso como um possível homicídio culposo, quando não há intenção de matar. De acordo com as informações preliminares, a vítima estava posicionada dentro de um dos equipamentos no exato momento em que o sistema foi ativado. Agentes da corporação confirmaram que uma perícia técnica já foi realizada no local do evento e outros procedimentos investigativos seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias exatas e as responsabilidades pelo acionamento do mecanismo.
O acidente gerou uma mobilização imediata no canteiro de obras montado na areia da Zona Sul. Após a estrutura do palco atingir a vítima, os primeiros socorros foram prestados pela Brigada de Incêndio que acompanhava a montagem. Gabriel foi transportado por uma ambulância do SAMU ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito na unidade de saúde. Relatos da Polícia Militar indicam que parte da estrutura cedeu durante o manuseio dos equipamentos.
Shakira tomou conhecimento da tragédia
Em nota oficial, a organização do evento manifestou pesar e informou que a cantora Shakira entrou em contato com a equipe de produção assim que tomou conhecimento da tragédia. A artista permanece em contato constante com os organizadores para receber atualizações sobre o caso e prestar apoio. A produção reforçou que está colaborando com as autoridades e que o resultado detalhado da perícia técnica será divulgado em breve para o público e para os familiares da vítima.
O episódio lança um alerta sobre as normas de segurança em grandes montagens de eventos na capital fluminense. Enquanto o setor aguarda os laudos definitivos, a investigação foca em entender por que o elevador foi operado à distância sem a garantia de que a área estava isolada. O caso segue sob custódia da Polícia Civil, que busca determinar se houve falha humana ou técnica no protocolo de operação da estrutura que resultou na morte do jovem trabalhador.
