A atriz Regina Duarte voltou a comentar sua breve passagem pelo governo do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) e afirmou que ainda recebe críticas por ter aceitado comandar a então Secretaria Especial da Cultura, em 2020.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a artista afirmou que ainda é criticada tanto por ter ingressado na política quanto por ter deixado o cargo pouco mais de dois meses depois. Ao falar sobre o impacto pessoal da experiência, Regina, que chegou a se afastar de parte da classe artística após assumir a função, minimizou as consequências e disse ter conseguido retomar a rotina normalmente depois de deixar a pasta.
“Não teve custo nenhum. Eu saí de lá depois de 74 dias, voltei para minha vida e segui magnificamente bem. Tem gente que não me perdoa até hoje de ter ido. Tem gente que não me perdoa até hoje de ter voltado”, declarou.
A veterana também descartou a possibilidade de voltar a ocupar um cargo semelhante ao de secretária de Estado. “Não, definitivamente não. Senão, eu teria ficado mais lá, lutado para proporcionar alguma coisa para a classe artística, para o povo brasileiro”, explicou.
Apesar da declaração, ela não descartou completamente a possibilidade de voltar a atuar na política no futuro.”Eu estou aberta. Eu estou viva. Quando a pessoa está viva, ela está aberta para o que der e vier. Ela pode dizer sim, ela pode dizer não. Está em aberto”, afirmou.
Conhecida como a eterna namoradinha do Brasil, Regina Duarte está em cartaz com a comédia teatral A Filha da…, ao lado da filha, a também atriz Gabriela Duarte. A peça marca o primeiro trabalho das duas juntas no teatro.
Gabriela acompanhou a mãe durante o papo e, diante da pergunta, orientou Regina a não respondê-la. Em seguida, ao perceber o desconforto da atriz, afirmou que entendia o questionamento, mas que as duas preferiam falar sobre a peça.
