O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou uma representação do Ministério Público (MP) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que era acusado de utilizar um jatinho pertencente ao dono do Banco Master, Daniel Vorcado, durante as eleições de 2022.
O relator do caso, ministro Antonio Anastasia, justificou que “os fatos narrados na representação se relacionam ao financiamento de campanha eleitoral e à forma de custeio de despesas realizadas nesse contexto, cuja apuração técnico-contábil e julgamento da regularidade das contas constituem atribuição própria da Justiça Eleitoral”.
Os demais ministros acompanharam o relator e votaram pelo arquivamento do caso. Segundo a representação, o deputado teria utilizado uma aeronave vinculada ao bancário para realizar campanha em favor do então presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL). O pastor Gilberto Batista, ligado à igreja Lagoinha, fazia parte da comitiva.
O jato, com capacidade para 11 passageiros, foi usado durante o evento “Juventude pelo Brasil”, que passou por ao menos nove estados e pelo Distrito Federal.
Em nota, Nikolas confirmou que utilizou a aeronave, afirmou desconhecer a identidade do proprietário na época e tratou o episódio como algo sem grande relevância. “Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”, destacou.
