Um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17), foi homenageado recentemente com a inclusão de seu nome no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Na ocasião, Tadeu Schmidt se emocionou ao falar sobre a trajetória do irmão mais velho e o legado deixado para o esporte em entrevista ao Time Brasil TV.
“O Oscar deixa um exemplo de como se dedicar a qualquer atividade que você vá fazer com um emprenho máximo. Acho que nesse aspecto da paixão pelo que você faz, da entrega por aquilo que você faz, não existe ninguém no mundo que se compare a Oscar”, declarou, com lágrimas nos olhos.
“Quando chegava no momento decisivo, ficavam girando a bola procurando o Oscar pro Oscar decidir [o jogo], porque ele era o cara que mais treinava, era o cara que mais acertava e era o safado mais confiante do mundo. Não tem ninguém que supere o Oscar nesse ponto. Amor à camisa, a raça”, acrescentou.
Na sequência, ele destacou que as gerações atuais não conseguem compreender plenamente a dimensão de Oscar. “A geração de agora não consegue compreender o tamanho do Oscar. Caso ele tivesse ido para a NBA, o time seria montado em torno dele, e ele participaria todos os anos do NBA All-Star Game”, desabafou. A entrevista foi realizada antes da morte do ex-jogador.
O ex-atleta não compareceu à cerimônia realizada no Copacabana Palace, zona sul do Rio de Janeiro, no dia 8 de abril, por questões de saúde. Ele foi representado pelo filho, Felipe Schmidt, que recebeu a homenagem das mãos de Hortência. Segundo Felipe, o pai havia passado por uma cirurgia e se encontrava em repouso.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt é o brasileiro com mais participações nos Jogos Olímpicos — cinco ao todo. Além disso, é o único esportista a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição. Desde a criação do Hall da Fama, em 2018, o COI homenageia ex-atletas com o objetivo de preservar a história esportiva do Brasil e valorizar trajetórias que inspiram novas gerações.
