O segurança de rua clandestino Davi Santos Machado, de 21 anos, compareceu à 12ª DP (Copacabana) para depor sobre o espancamento que provocou a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, usando a bicicleta da própria vítima. O veículo pertencia à irmã de Cláudio e havia sido levado por outro acusado na noite do crime.
Davi prestou depoimento inicialmente como testemunha e negou participação nas agressões, mas retornou à delegacia no dia seguinte e confessou o envolvimento. Além dele, os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, e o também segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, estão presos sob a suspeita de lincharem a vítima após confundi-la com um ladrão.
Imagens de segurança obtidas pela TV Globo revelam a cronologia da noite do crime, mostrando Cláudio saindo de casa em Botafogo e chegando a uma loja de conveniência em Copacabana. Laudos periciais apontam que a vítima foi submetida a uma sessão de violência extrema, atingida por 63 pauladas em um intervalo de apenas nove minutos.
A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão temporária dos quatro investigados após audiência de custódia. Os magistrados da Central de Custódia avaliaram que os mandados foram expedidos regularmente e que os fundamentos para manter o grupo detido permanecem válidos.
Os acusados estão custodiados no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, enquanto a Polícia Civil tenta identificar um quinto suspeito de participação no homicídio.
