Ronaldo Caiado critica intenção dos EUA de questionar eleições no Brasil

Douglas Lima
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Ronaldo Caiado critica intenção governo americano de questionar eleições brasileiras - Foto: Divulgação

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (25) confiar nas urnas eletrônicas brasileiras e criticou qualquer tentativa de um país estrangeiro de questionar a integridade das eleições no Brasil.

Caiado afirmou ser favorável à presença de observadores internacionais nas eleições, mas criticou qualquer tentativa de questionar a legitimidade ou a segurança do sistema eleitoral brasileiro.

“Primeiramente, eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível qualquer país, incluindo os EUA, querer colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, escreveu ele nas redes sociais.

A declaração ocorreu em meio à repercussão de uma reportagem do jornal americano The Washington Post sobre uma suposta intenção de integrantes do governo dos Estados Unidos de visitar o país para questionar o sistema eleitoral brasileiro a poucos meses da corrida presidencial.

O movimento ocorre poucos dias após o senador e também candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentar informações contestadas em um encontro com embaixadores e questionar a integridade das urnas eletrônicas.

O governo do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou o visto de dois altos funcionários do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam fazer a missão. Na avaliação do governo Lula, a missão da delegação norte-americana teria o objetivo de influenciar o processo eleitoral. Por isso, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Itamaraty, optou por negar o visto e impedir a entrada dos oficiais ao país.

De acordo com as informações do portal Metrópoles, o pedido de entrada foi protocolado no Consulado em Washington D.C. no último dia 20. A delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. Conhecido por promover pautas conservadoras em viagens internacionais e manter relações com grupos de direita, Samson já protagonizou atritos com diplomatas e políticos tradicionais em outras ocasiões.

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