Durante discurso na convenção nacional do PSD (Partido Social Democrático), neste domingo (26), em São Paulo, candidato à Presidência da República, na primeira disputa presidencial da história do partido, afirmou que seus principais adversários na corrida presidencial, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não apresentam propostas para o Brasil e concentram o debate em ataques políticos.
Sem citar nomes em um primeiro momento, Caiado disse que um deles “está há 20 anos no poder e empobreceu o Brasil” e que o outro “já teve oportunidade e nada construiu”, além de afirmar que ele estaria “envolvido com denúncias”.
Na sequência, ele frisou que nunca esteve envolvido em escândalos e mencionou episódios como o mensalão, o petrolão, as fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o caso do Banco Master para sustentar sua defesa de um governo voltado ao combate à corrupção.
Ao final do discurso, Caiado fez um apelo ao eleitorado para que lhe dê a oportunidade de governar o Brasil e disse estar confiante de que chegará ao segundo turno da eleição presidencial.
A convenção também confirmou Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, como candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado. A aliança reflete a tentativa da legenda de consolidar uma candidatura de centro-direita para a corrida presidencial.
Vale destacar, que será a primeira vez desde sua fundação, em 2011, que a legenda terá um candidato próprio ao Palácio do Planalto. Nas eleições presidenciais anteriores, o PSD não lançou nomes, nem aderiu formalmente a candidaturas de outros partidos.
Apesar de ter ampliado sua presença na agenda nacional desde que foi escolhido como candidato do PSD, o ex-governador de Goiás ainda aparece atrás de Lula e de Flávio nas principais pesquisas de intenção de voto. Ronaldo Caiado disputa a terceira colocação em empate técnico com Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
