Romário diz que vai ressarcir os cofres públicos pelo salário recebido enquanto cobria a Copa

Nayara Vieira
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Romário diz que vai ressarcir os cofres públicos pelo salário recebido enquanto cobria a Copa (Reprodução)

Durante a sessão plenária do Senado nesta terça-feira (30/6), o senador Romário (PL-RJ) anunciou publicamente que abriu mão de seu salário de R$ 46,4 mil mensais enquanto acompanha a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. O parlamentar garantiu que qualquer valor depositado nesse período será integralmente estornado. Ele reforçou a decisão de forma direta:

Voluntariamente abri mão do meu salário por todo o período que estarei acompanhando a Copa. (…) Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa e o que for pago será devolvido aos cofres públicos. Que isso fique bem claro”.

A escolha de não pedir uma licença formal do mandato foi estratégica e visa o cumprimento de uma promessa legislativa. Romário explicou que precisa estar com o mandato ativo para garantir seu voto a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho na escala 6×1. Como o dia da votação ainda não foi definido, o senador optou por manter o cargo ativo para não desfalcar o placar do projeto.
Para justificar seu posicionamento, o senador detalhou a motivação por trás do ofício enviado à presidência da Casa.

“Por esse compromisso que assumi (…) de votar favoravelmente essa matéria, é que eu decidi não tirar licença do Senado nesse período que estou acompanhando a Copa do Mundo”, esclareceu Romário, deixando evidente que a pauta trabalhista foi o fator determinante para a sua permanência institucional, mesmo à distância.
Por fim, o parlamentar defendeu que a tecnologia atual permite que suas obrigações legislativas sejam cumpridas sem prejuízos, defendendo o formato de participação remota nas sessões ordinárias.

Minimizado os impactos de sua viagem aos Estados Unidos, Romário concluiu seu pronunciamento com uma reflexão sobre a atuação parlamentar moderna: “Os compromissos e as posições políticas são o que realmente importam, e não onde cada um esteja fisicamente”.

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