Rescisão de R$ 4 mil motivou patroa a matar cozinheira, diz polícia

Nayara Vieira
2 min de leitura

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que uma disputa por verbas trabalhistas no valor aproximado de R$ 4 mil tenha motivado o assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. A principal suspeita do crime é a empresária Eliane Alves dos Santos, que já se encontra presa temporariamente. Embora os investigadores não descartem outras linhas de apuração, o desentendimento financeiro permanece como o ponto central das investigações conduzidas pelo delegado Tadeu Ricardo de Castro.

O conflito entre as duas teria começado no momento em que a cozinheira demonstrou o interesse de encerrar o vínculo de trabalho por meio de um acordo amigável. Enquanto Berenice pleiteava o recebimento de cerca de R$ 4 mil referentes aos seus direitos, a empregadora alegava já ter quitado por volta de R$ 900 em espécie. No entanto, a empresária não apresentou nenhum comprovante do pagamento efetuado e se recusava a repassar qualquer quantia adicional à funcionária.

Berenice estava desaparecida desde o dia 30 de junho, data em que foi vista pela última vez ao deixar o restaurante em que trabalhava, localizado no município de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Após semanas de buscas, o corpo da vítima foi finalmente localizado na noite de sexta-feira (17), abandonado em uma região de mata fechada na cidade de Angra dos Reis, no litoral fluminense.

Durante os trabalhos periciais realizados na caminhonete pertencente à empresária, os peritos identificaram as marcas de pelo menos dois disparos de arma de fogo, efetuados de dentro para fora do automóvel. As autoridades policiais prosseguem com as diligências do caso e apuram a suspeita de que ao menos mais um indivíduo tenha auxiliado na execução da ocultação do cadáver.

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