O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), fez duras críticas ao senador e candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL-PR), durante o congresso nacional do partido, realizado neste sábado (8), em Curitiba.
Durante o discurso, o presidente da sigla afirmou ter feito “pouquíssimas críticas” ao ex-juiz por sua atuação na Operação Lava Jato, que resultou na prisão do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a avaliação sobre o parlamentar mudou após a entrada dele na política “o homem público é um rato, um fraco, um derrotado”.
“O Moro passou pelo mesmo drama que a gente. Ele viveu a destruição do petismo, não apenas diante dos olhos dele, mas nas mãos dele. Esteve nas nossas mãos a organização das maiores manifestações da história do Brasil, que derrubaram Dilma Rousseff. Esteve na mão dele a caneta que prendeu o Lula”, declarou.
Renan também atacou o candidato ao Senado Federal Deltan Dallagnol (Novo-PR), a quem chamou de “roedor” e acusou de ter “nascido para ser vagabundo”. O ex-deputado federal foi procurador no caso que levaram à condenação de Lula.
As condenações do petista foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os processos. A Corte também declarou a parcialidade de Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá, litoral paulista.
Está não é a primeira vez que Moro é alvo de duras críticas de Renan Santos. Durante o congresso nacional da sigla, realizado em 1º de agosto, em São Paulo, o candidato à Presidência definiu o senador como “um vassalo, um homem que não teve a estatura de defender o próprio legado e se submeteu a ser escravo daqueles que destruíram a sua grande obra, que era a Lava Jato”.
Vale destacar, que o ex-juiz ingressou no Partido Liberal em março deste ano, depois de enfrentar impasses na federação União Brasil-PP em torno de sua candidatura ao governo estadual. Na mesma ocasião, sua esposa, a deputada federal Rosângela Moro (PL-SP), também se filiou à sigla. A entrada no partido simbolizou ainda uma reaproximação do parlamentar com o clã Bolsonaro.
