Relatório da PF cita Alcolumbre e Lulinha em investigação sobre o caso Master

Patricia Calderon
2 min de leitura

Em uma petição apresentada contra o ministro André Mendonça, Alexandre de Moraes divulgou um trecho de um relatório de inteligência atribuído à Polícia Federal. Conforme o documento, Davi Alcolumbre aparece como possível próximo alvo das apurações conduzidas por Mendonça no caso Master.

O relatório classifica Alcolumbre como um “alvo estratégico” em razão de sua influência política e da possibilidade de permanecer à frente do Senado. Caso isso ocorra, ele continuaria tendo poder sobre a definição da pauta da Casa, incluindo questões relacionadas a eventuais pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o material, Antonio Rueda, presidente do União Brasil, poderia ser utilizado por Mendonça como uma possível ligação com Alcolumbre. Os dois já tiveram conflitos anteriormente, inclusive no período em que Mendonça foi indicado para uma vaga no STF.

O relatório também faz referência a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, mas em outro contexto. Os investigadores questionam a maneira como Mendonça conduz uma apuração relacionada ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a avaliação registrada no documento, haveria pontos semelhantes entre a investigação envolvendo Lulinha e o caso relacionado a ACM Neto. Os investigadores, porém, apontam que as duas situações estariam sendo tratadas de maneira distinta.

O próprio relatório apresenta uma ressalva sobre seu conteúdo. O documento informa que as informações reunidas não possuem valor probatório e que o material não integra nenhum processo.

Outro ponto destacado é que o relatório não foi produzido em papel timbrado da Polícia Federal e não apresenta assinatura de delegado ou de outro integrante da corporação.

Com 50 páginas, o documento menciona 24 vezes informações classificadas pelos próprios autores como de “baixa confiança”.

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